Em palavras simples
Até aqui, o Claude trabalhou contigo ao lado, pedido a pedido. Neste último módulo aprendes duas coisas: como pô-lo a trabalhar sem ti (tarefas que correm sozinhas) e como pô-lo a trabalhar com outros (regras partilhadas por toda a equipa). É o passo de utilizador para operador.
Claude sem conversa: pergunta única, resposta única
Com a opção -p, o Claude Code executa um pedido e termina — sem sessão interactiva. É a peça que permite automatizar:
claude -p "resume as alterações de hoje neste projecto"
- O resultado sai directamente no terminal — pode ser guardado num ficheiro ou enviado para onde quiseres
- Combinado com o agendador do teu computador, nasce a magia: "todas as manhãs às 9h, corre este pedido" — relatórios diários, verificações, arrumações automáticas
- Em modo automático não há ninguém para aprovar permissões — por isso, por omissão, ele é mais restritivo. Só deves alargar permissões em tarefas que conheces bem
Regra de ouro da automação: automatiza apenas o que já fizeste à mão com sucesso várias vezes. Primeiro dominas a tarefa em modo interactivo; só depois a pões em piloto automático.
Toda a gente com o mesmo manual
Lembras-te do CLAUDE.md do Módulo 2? Quando o projecto é partilhado (via git), o ficheiro viaja com ele — e o Claude de cada membro da equipa lê as mesmas regras:
- Convenções comuns: "escrevemos em PT-PT", "os commits têm mensagens neste formato", "nunca tocar na pasta X"
- Como se corre e testa o projecto — quem chega de novo tem o Claude "já ensinado" no primeiro dia
- Cada pessoa pode ainda ter o seu ficheiro pessoal (em
~/.claude/CLAUDE.md) com preferências próprias, que se soma ao do projecto
Afinar o equilíbrio entre segurança e fluidez
Aprovar tudo à mão é seguro mas cansativo. O Claude Code deixa-te definir regras permanentes:
- O comando
/permissions mostra e edita as regras da sessão
- As regras vivem no
settings.json (dentro da pasta .claude/ do projecto) e têm três listas: permitir sempre, perguntar, e negar sempre
- Exemplo de bom senso: permitir sempre ler ficheiros e correr os testes; perguntar antes de instalar seja o que for; negar comandos destrutivos
- Num projecto partilhado, as regras do projecto valem para toda a equipa — mais uma convenção que viaja no git
Na prática: começa restritivo e vai alargando conforme ganhas confiança — nunca ao contrário. E pede ajuda ao próprio Claude: "quais destas permissões posso automatizar com segurança?"
Gerir o orçamento de inteligência
- O teu plano tem limites de utilização que se renovam periodicamente — sessões muito longas com modelos fortes gastam mais
- Poupança inteligente: modelo por omissão para o dia-a-dia, modelos fortes só para o difícil (Módulo 2); /clear quando mudas de assunto; /compact em sessões longas
- O comando
/context mostra quanto da "memória de trabalho" da sessão está ocupada
- Automações (modo -p) também consomem do teu plano — começa com uma automação por dia, não dez
How-to 1 · Piloto automático
A tua primeira tarefa sem conversa
Vais correr o Claude em modo automático pela primeira vez — uma tarefa útil, de leitura apenas, sem risco.
- 1
No Terminal, entra na tua pasta de treino:
cd ~/treino-claude
- 2
Corre um pedido único:
claude -p "lê os ficheiros desta pasta e diz-me, em 5 linhas, o que aqui existe e o que está por acabar"
- 3
Repara: não abriu sessão — executou, respondeu, terminou. Isto é o tijolo de qualquer automação.
- 4
Guarda o resultado num ficheiro, para veres como se encadeia:
claude -p "faz um ponto de situação desta pasta em 5 linhas" > relatorio.txt
- 5
Quando quiseres agendar isto (todas as manhãs, todas as segundas…), pede em sessão interactiva: "agenda este comando para correr todos os dias às 9h no meu Mac" — e revê o que ele propuser antes de aprovar.
How-to 2 · Permissões do projecto
Definir as regras permanentes do teu projecto
Vais criar as tuas primeiras regras de permissão — com a ajuda do próprio Claude, que conhece a sintaxe.
- 1
Numa sessão na tua pasta de treino, escreve /permissions e observa o que já está definido.
- 2
Pede: "Configura as permissões deste projecto: podes sempre ler ficheiros e ver o estado do git; pergunta antes de instalar ou apagar; nega comandos destrutivos como rm -rf."
- 3
Revê o que ele escrever no settings.json — pede que te explique linha a linha, em português.
- 4
Testa: pede uma leitura (deve fluir sem perguntar) e depois pede para apagar algo (deve perguntar ou recusar). As regras estão vivas.
- 5
Fecha o curso como manda o método: "faz um commit com estas configurações". 🎓
O percurso continua
- Usa-o em trabalho real. O curso deu-te o mapa; a fluência vem das horas de estrada. Escolhe um projecto verdadeiro teu e aplica o método do Módulo 2 do princípio ao fim
- Constrói o teu arsenal. Uma Skill nova por semana, um conector quando fizer falta, uma automação quando a tarefa estiver madura — em três meses tens um sistema à tua medida
- Volta aqui quando precisares. Este site fica disponível — os módulos 4, 5 e 6 são consulta permanente, não leitura única
Marca este momento: volta ao
percurso e marca o Módulo 6 como concluído. 7 de 7. 💪